segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Escândalos: uma realidade brasileira


No Brasil, princípios morais como a honestidade e outros parecem ser coisa do passado

Ronildo Rodrigues deixa prisão em São Paulo (folhapress)

    Em nível mundial, o Brasil já se tornou provérbio no que se refere aos escândalos. Isto tem ocorrido no campo religioso, social e, principalmente, político.
    Nos últimos dias, a população brasileira acompanhou o escândalo dos auditores e fiscais da prefeitura de São Paulo. Segundo o Ministério Público, os auditores Carlos Augusto di Lallo Leite do Amaral e Luis Alexandre Cardoso Magalhães deixaram de recolher o Imposto Sobre Serviços (ISS) de 107 grandes empreendimentos imobiliários fiscalizados nos últimos três anos. Os fiscais são acusados, com Eduardo Horle Barcellos e Ronilson Bezerra Rodrigues, de comandar quadrilha responsável por desfalcar os cofres municipais em até R$ 500 milhões.
    No contexto dos escândalos no Brasil, este é apenas mais um de uma série que parece infindável. Em que reside o problema da desonestidade em indivíduos com formação acadêmica e preparo para as funções que exercem? Quando se fala de caráter, alguém, de imediato, diz: “Isso é coisa do passado. O que vale é a lei da sobrevivência”. Como resultado dessa fundamentação teórica, os escândalos se multiplicam dia a dia. As pessoas buscam justificar seus atos desonestos na chamada “Lei da Sobrevivência”.
     Por outro lado, a população brasileira acompanha diariamente a falta de punição dos culpados. Embora, aparentemente, a punição está sendo aplicada, uma vez que os culpados foram presos, a legislação com suas famosas “brechas” acaba beneficiando-os em muitos aspectos. Diante de isto, prevalece, lamentavelmente, o deboche de que o Brasil é um gigante “deitado eternamente em berço esplêndido”.
    Enquanto isso, a população continua sendo sacrificada com um péssimo sistema de saúde e uma rede educacional fracassada. Até quando?



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